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DUAS GRANDES EMPRESAS, DUAS GRANDES EMPRESÁRIAS E PROCESSO DE SUCESSÃO EMPRESARIAL

DUAS GRANDES EMPRESAS, DUAS GRANDES EMPRESÁRIAS E PROCESSO DE SUCESSÃO EMPRESARIAL

Ao longo da História, muitas mulheres se destacaram no cenário mundial, mas, foi a partir dos anos 1950, que houve a mobilização feminina por igualdade e justiça. E, mesmo hoje, apesar de muitas ocuparem cargos altos na hierarquia organizacional, a exemplo das executivas de sucesso em empresas globais, ou mesmo de chefes de Estado, as mudanças no cenário econômico e empresarial podem se configurar de maneira sutil.

Um dos maiores entraves dentro das corporações é o processo sucessório, normalmente porque o fundador constrói um negócio para que seja perpetuado pelas futuras gerações de sua família. Os empreendedores familiares se preocupam, porque a empresa consumiu boa parte de sua vida e demandou um esforço sobre-humano para sua manutenção e desenvolvimento.

Sob este contexto, vamos focar, em uma entrevista, o perfil da jovem empresária Dafne da Veiga Ribas, atual primeira-secretária da Assema e que exemplifica esse processo de sucessão empresarial.

A poucos meses antes de completar 40 anos, a Rádio Cidade Maracaju passa a operar em Frequência Modulada (FM), no prefixo104,3 mHz. Já o jornal impresso da cidade, o “Maracaju Hoje”, com seus 20 anos de circulação ininterrupta, se atualiza e entra na era digital com seu site www.jornalmaracajuhoje.com.br .

Essas duas grandes empresas estão passando por bem sucedidas transições e isso se deve ao trabalho de duas mulheres, Mirian Sirlei da Veiga e Dafne da Veiga Ribas, empresárias desta terra que acreditam no crescimento e no potencial que Maracaju reserva. O empreendedorismo feminino tem voz e vez nestas empresas que crescem cada vez mais.

Toda empresa madura chega a um momento em que o alto comando precisa refletir sobre seu futuro no longo prazo. Em Maracaju, fundadores de várias empresas familiares já passaram ou ainda vão passar o bastão para uma nova geração.

É o caso da Rádio Cidade Maracaju e do jornal Maracaju Hoje, empresas que na atualidade está sob duplo comando, de mãe e filha. E, nesta entrevista para a Assema, a nova diretora das duas empresas de comunicação, Hoje,Dafne Veiga Ribas, fala sobre a transição, sobre sucessão familiar e as barreiras que enfrentaram juntas, mãe e filha.

ASSEMA – Foi difícil para você sair totalmente da sua área de formação que é a Nutrição e vir para Maracaju para comandar junto com sua mãe essas duas grandes empresas?

DAFNE – Sim, foi complicado. Não somente pelo fato de mudar de cidade, porque eu morava em Campo Grande – e foi muito bom, pois, expandiu meus conhecimentos e isso agregou ainda mais para colocar em prática aqui -, mas, também, – e a principal – pela mudança de profissão. Sou formada em Nutrição e trabalhei muito tempo em órgão público e isso contribuiu como tudo. Acho que todo o aprendizado e experiência contribuem para o nosso crescer.

ASSEMA – Sempre há um choque quando as empresas passam pelo processo de sucessão. O novo e o antigo sempre diferem e resistem criando muitas vezes barreiras. Como foi fazer dar certo?

DAFNE – Estou assumindo uma fase de transição da própria empresa, não só em questão administrativa, mas também com a chegada da FM e do site. Tudo está faz com que as empresas se se modernizem e isso foi uma mudança que não dependia nem de

mim, nem da dona Miriam. É uma mudança das empresas para não ficarem paradas no tempo.

ASSEMA – O que foi mais difícil para você?

DAFNE – Me colocar à frente da equipe e fazer os colaboradores entenderem o novo processo de administração. Minha mãe sempre administrou com um olhar muito de mãe e eu sou um pouco mais administrativa, minha visão é mais simplificada e da minha mãe é uma visão muito família e esse choque foi um pouco mais trabalhoso no início, porque, afinal, a equipe precisa trabalhar em conjunto.

ASSEMA – Qual é o segredo para não ser deixado para trás e competir com grandes empresas?

DAFNE – É não parar no tempo. Somos seres em constante evolução e temos que estar abertos às mudanças. Não podemos bloquear o que está vindo, temos que evoluir sempre e a equipe precisa entender essas mudanças também. Aquele que não muda, não desenvolve, não busca o novo, acaba não indo para frente e vai minando sua própria carreira.

ASSEMA – Mulheres líderes estão mais em busca de respeito ou reconhecimento?

DAFNE – As duas coisas, o reconhecimento acaba atraindo o respeito e vice e versa. Eu acredito que a pessoa está aonde ela se coloca.

ASSEMA – Para você o que uma equipe precisa?

DAFNE – Precisa de união e comunicação, somos empresas de comunicação que muitas vezes não nos comunicamos. A equipe precisa entender que ninguém está competindo com ninguém, que todos têm seu lugar e que um precisa do outro para, em conjunto, chegar a um resultado brilhante.

ASSEMA – Qual a mensagem que você deixa para as mulheres que querem se tornar líderes?

DAFNE -Você está onde você se coloca. Quando você assume essa responsabilidade de fazer o melhor para as outras pessoas e para si mesmo, é onde você quer se colocar. A gente pensa demais e não age e isso deixa as coisas atravancadas e não flui. Então pare de pensar e coloque em pratica esse seu sonho, quando você der o primeiro passo o universo se encarrega de te colocar no rumo certo.